Vale a pena financiar imóvel? Tire suas dúvidas e saiba se é a melhor opção

Afinal, vale a pena financiar imóvel e conquistar o sonho da casa própria?

A verdade é que não existe uma única resposta para essa pergunta.

Ela varia de acordo com o seu momento de vida e situação financeira.

Para uma família com crianças, por exemplo, o financiamento faz sentido e pode ser a única forma de ter um imóvel próprio.

Já para um jovem que quer ter liberdade geográfica, pagar aluguel é mais vantajoso do que se comprometer com uma dívida alta.

Por isso, fazer uma análise individual do seu perfil é essencial para saber se vale a pena financiar imóvel para você.

Quer saber como fazer isso na prática? Neste artigo, você vai descobrir:

  • Quando vale a pena financiar imóvel
  • Vantagens de financiar imóvel
  • O que é melhor: pagar aluguel ou financiar
  • Simulador de financiamento
  • 9 Passos para financiar um imóvel.

Ficou interessado? Então siga com a leitura dos tópicos.

Quando vale a pena financiar imóvel?

A pergunta ideal não é se vale a pena financiar imóvel, e sim quando vale a pena.

Afinal, não existe uma única resposta. Na verdade, ela depende de vários fatores: situação financeira, estilo de vida, cenário econômico e taxa de juros da economia, por exemplo.

Primeiro é necessário considerar o seu momento de vida.

Para uma família com crianças, por exemplo, investir na casa própria é uma forma de obter mais segurança e comodidade no longo prazo.

Depois você precisa levar em conta a situação financeira.

Financiar um imóvel só vale a pena se você tiver estabilidade que permita se comprometer com uma dívida que pode durar mais de 30 anos.

Lembre-se de que o financiamento é um investimento de longo prazo que demanda planejamento e organização para que você não se torne inadimplente.

Além disso, mesmo que você tenha o perfil ideal para financiar um imóvel, é importante considerar o melhor momento para se comprometer financeiramente.

Nessa hora, você deve avaliar o cenário econômico e os preços do mercado.

De maneira geral, quando os juros da economia estão em baixa, os preços dos imóveis tendem a subir devido à alta demanda por eles.

O inverso ocorre em momentos de crise: quando os juros são altos, os preços do mercado imobiliário tendem a descer porque a demanda é menor.

Portanto, é essencial acompanhar os índices da economia, como a Taxa Selic, que mede a taxa básica de juros, por exemplo.

Vantagens de financiar imóvel

Nas linhas a seguir, você vai descobrir as principais vantagens de financiar um imóvel. Confira:

1. Conquistar o sonho da casa própria

Para quem tem o sonho da casa própria, muitas vezes o financiamento é a uma única maneira de viabilizar o projeto.

Desde que você tenha estabilidade e organização financeira, vale a pena financiar um imóvel se esse é o seu objetivo.

Assim, com o financiamento, você investe no imóvel próprio e de quebra deixa de pagar aluguel.

Uma possibilidade é a de destinar o valor do aluguel para o pagamento das prestações ao banco até que a dívida seja quitada.

2. Lucrar com a valorização imobiliária

Outra vantagem é a possibilidade de lucrar com a valorização imobiliária, sobretudo no longo prazo.

De maneira geral, os imóveis tendem a se valorizar com o tempo.

A alta do preço se intensifica a partir de melhorias feitas no imóvel e do desenvolvimento da infraestrutura no entorno.

Portanto, se no futuro você quiser vender o imóvel, há grandes chances de obter um valor maior do que o investido na compra.

Para isso, o ideal é investir em imóveis em regiões nobres da cidade que estejam em desenvolvimento.

Mas é preciso fazer uma ressalva: imóveis têm baixa liquidez.

Isso quer dizer que nem sempre você vai conseguir vendê-lo rapidamente pelo preço desejado.

3. Gerar renda passiva com aluguel

A renda passiva com aluguel também é um benefício de quem tem imóvel próprio.

Afinal, sempre existe a possibilidade de alugar para terceiros e receber o valor do aluguel todo mês, inclusive para pagar as prestações do financiamento.

Se esse é o seu objetivo, precisa ter cuidado com o risco de vacância para não deixar o imóvel vazio por falta de inquilinos.

4. Fazer a mudança rapidamente

Outra vantagem é que você pode se mudar para a casa nova assim que o financiamento é liberado.

Assim, é possível desfrutar do investimento em um prazo curto — o que não seria possível se esperasse para comprar à vista depois de juntar dinheiro por anos.

5. Possibilidade de usar o FGTS

Para quem precisa de um incremento nas finanças, existe a possibilidade de usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no financiamento.

Nesse caso, o saldo do FGTS pode ser usado, por exemplo, para aumentar a entrada ou para amortizar o valor das parcelas da operação.

O que é melhor: pagar aluguel ou financiar imóvel?

Mesmo depois de conhecer as vantagens de financiar um imóvel, você deve avaliar se é de fato a melhor opção fazer um investimento tão alto.

Em alguns casos, pagar aluguel pode ser uma escolha mais assertiva, dependendo do seu momento de vida.

Para um jovem que não quer morar em um lugar fixo e está aberto a novas oportunidades na carreira, por exemplo, não vale a pena optar pelo financiamento.

O mesmo ocorre com profissionais que podem ser transferidos para outra cidade a qualquer momento.

Nessas situações, o aluguel é a melhor opção porque não demanda um compromisso financeiro de longo prazo.

Além disso, o aluguel é interessante para os períodos de juros altos na economia.

Nesse cenário, uma possibilidade é esperar para financiar o imóvel apenas quando os juros baixarem e viver de aluguel enquanto esse momento não chega.

Simulador de financiamento de imóvel

Se você decidiu que vale a pena financiar imóvel, é hora de visualizar custos e condições oferecidas pelo banco.

Você pode fazer isso por meio de um simulador de financiamento.

Há várias ferramentas gratuitas online de instituições financeiras que permitem avaliar prazos, taxas, juros e valor de entrada.

Entre os simuladores mais conhecidos, está o da Caixa Econômica Federal: o simulador habitacional.

Nele você insere informações iniciais, como o valor aproximado do imóvel, a localização e dados pessoais, e tem acesso às condições do financiamento.

A lógica é a mesma para simuladores de outros bancos.

A principal vantagem dessas ferramentas é a possibilidade de comparar as condições das instituições financeiras para escolher a opção mais vantajosa.

9 Passos para financiar imóvel com segurança

Agora que você já sabe se vale a pena financiar um imóvel, conheça o passo a passo essencial para fazer a operação com segurança:

1. Planeje o orçamento

O primeiro passo do financiamento é o planejamento financeiro.

O controle do orçamento é primordial para identificar quanto você pode pagar de prestação e para manter as contas em dia, evitando a inadimplência e o pagamento de juros.

A dica é organizar todas as despesas e receitas em um planilha e preparar o orçamento para o financiamento.

Nessa hora, vale a pena reduzir gastos mensais, quitar todas as dívidas e observar quais despesas podem ser completamente eliminadas.

Com um controle rigoroso do orçamento, você terá embasamento para tomar a decisão do financiamento e para traçar um plano a fim de juntar o montante necessário para a entrada.

2. Compare as ofertas

Em seguida, é hora de comparar as ofertas de financiamento imobiliária de diferentes instituições no mercado.

Além das instituições financeiras, construtoras podem oferecer financiamentos.

Compare todas as condições: prazo de pagamento, valor máximo do financiamento, taxas de juros, valor das parcelas mensais.

Use o simulador de financiamento para ter informações mais precisas sobre cada operação.

Fazer essa análise é essencial para escolher a melhor oferta de acordo com a sua realidade financeira.

3. Analise as condições do contrato

Analisar as condições do contrato antes de fechar negócio é obrigatório para evitar surpresas desagradáveis.

Leia com atenção todas as cláusulas do contrato e garanta que você não tenha dúvidas sobre nenhum ponto.

Se você optar por financiar por meio de uma construtora, também é importante analisar o prazo de entrega, as garantias legais e a credibilidade e reputação da empresa no mercado.

Dessa forma, é possível tomar uma decisão mais segura ao investir.

4. Verifique o valor da entrada

O valor de entrada do financiamento é outro ponto de atenção.

De modo geral, as instituições financeiras exigem entrada de 10% a 30% do valor total do imóvel. Mas isso não significa que o valor mínimo seja ideal.

Quanto mais alto é o valor inicial, menores são as taxas de juros, prestações e prazo de pagamento.

Portanto, avalie o montante que você tem disponível e considere fazer um aporte maior do que o valor exigido pelo banco.

5. Analise o valor das prestações

No planejamento, observe também o valor das prestações: elas não podem representar mais do que 30% da renda familiar bruta.

Além de cumprir com esse requisito, analise se o valor das prestações também cabe no seu orçamento sem comprometer as demais contas da família.

Organização financeira é o segredo para você não cair na inadimplência e manter as despesas em dia.

6. Avalie o custo total do financiamento

É importante ter em mente que o custo total do financiamento vai além da soma de prestações.

Antes de se comprometer com uma instituição financeira, coloque os seguintes custos na ponta do lápis:

  • Taxa de juros: é a taxa de juros cobrada pelo banco para disponibilizar o crédito
  • Encargos: são as demais taxas do financiamento, como seguro e manutenção de conta
  • Custo efetivo total (CET): é o valor total do financiamento, incluindo todas as taxas e encargos.

7. Fique longe da inadimplência

Em termos práticos, apesar de o imóvel ficar ligado ao seu nome, pode ir a leilão em caso de inadimplência com o banco.

Nesse caso, além de perder o imóvel, você perde o dinheiro investido até então.

Você não quer correr o risco, certo?

Por isso, manter os pagamentos em dia é essencial para evitar o risco de perder o imóvel até que o financiamento seja quitado.

8. Reúna os documentos

Para assinar o contrato de financiamento, você deve apresentar todos os documentos solicitados pelo banco.

A lista de documentos varia, mas em geral é composta por:

  • RG (original e cópia)
  • CPF (original e cópia)
  • Comprovante de estado civil (original e cópia)
  • Comprovante de renda (original e cópia)
  • Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União.

Se você tem carteira assinada, pode usar como comprovante de renda os holerites, extratos bancários ou declaração de imposto de renda.

Se você é profissional autônomo, a comprovação deve ser feita por meio de declaração de IR, contrato de prestação de serviços, recibos ou Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore).

9. Faça o registro do contrato em cartório

Por fim, você deve fazer o registro do imóvel em cartório.

Lembre-se de que o comprovante de pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) deve ser apresentado na hora do registro.

Depois, você deve enviar o contrato ao banco, aguardar pela liberação do crédito e iniciar os pagamentos.

Como você pode ver, financiar um imóvel pode valer a pena conforme o seu momento de vida e situação financeira.

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